O Comissariado do MNE na RAEM e o Governo de de Macau manifestaram forte desagrado e firme oposição em relação ao relatório anual da Comissão Executiva do Congresso dos Estados Unidos da América sobre a China, considerando que o documento ignora a realidade, difama a situação dos direitos humanos em Macau e constitui uma “interferência grosseira” nos assuntos internos do país.
O relatório norte-americano, divulgado esta semana, diz que ativistas políticos, incluindo residentes fora de Macau, têm sido pressionados a abster-se de fazer comentários desarmoniosos. O relatório refere ainda que, durante o mandato de Sam Hou Fai como presidente do Tribunal de Última Instância de Macau, o TUI proferiu várias decisões politicamente sensíveis que restringiram liberdades fundamentais na cidade.
Na resposta, o Governo de Macau exige que a comissão dos EUA “deixe de difamar e caluniar a situação de direitos humanos de Macau e de aproveitar os direitos humanos como pretexto para interferir nos assuntos internos da China, designadamente da RAEM”.
Também o Comissariado do Ministério dos Negócios na RAEM recordou o “enorme sucesso” da aplicação do princípio “um país, dois sistemas” desde 1999, e assegurou que “qualquer tentativa de difamar a prosperidade e estabilidade de Macau está condenada ao fracasso” e que os EUA devem “cessar imediatamente qualquer forma de interferência”.
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