A Exploração da Inovação Tecnológica de Macau em Lisboa 2025, realizada entre 10 a 14 de novembro, faz parte do apoio da Sands China ao Governo de Macau, no âmbito do desenvolvimento sustentável do turismo inteligente e indústrias de alta tecnologia. A iniciativa foi coorganizada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e foi apoiada pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT). A coordenação coube ao Centro de Incubação do Sands Resorts - uma iniciativa da empresa dedicada a descobrir e apoiar empresas locais inovadoras com potencial de desenvolvimento.
Lisboa voltou a ser o ponto de encontro entre a curiosidade e a ambição de Macau. A Exploração da Inovação
Tecnológica de Macau em Lisboa 2025 marcou o segundo capítulo de uma jornada que começou em 2024.
A delegação de 38 membros voltou a cruzar fronteiras. Entre eles, 25 empresas certificadas pela DSEDT e startups incubadas no programa National Co-working Space, acompanhadas pelas entidades que tornam possível esta ponte entre economias e ideias (ver caixa).
A iniciativa teve como objetivo reforçar o papel de Macau como plataforma entre a China, Portugal e o mundo lusófono, estimulando o intercâmbio tecnológico, a formação de talento e a criação de oportunidades sustentáveis de cooperação. Inserida no plano de desenvolvimento económico “1+4” da RAEM, simbolizou também o compromisso público-privado de acelerar a transição de Macau para uma economia de conhecimento e inovação.
O itinerário começou no maior palco de ideias do mundo tecnológico – Web Summit 2025 -, que voltou a transformar Lisboa no coração pulsante da inovação mundial. Nos corredores da Altice Arena e da FIL, entre luzes, palcos e o burburinho incessante de milhares de visitantes, os delegados de Macau mergulharam num universo onde o presente e o futuro se confundiram.
Ali, a inteligência artificial dominou as conversas, mas a diversidade de temas e de empresários de todo o mundo mostrou como a tecnologia se tornou uma linguagem universal – uma que Macau domina cada vez melhor, ao integrar-se nesta discussão global.

Entre os novos participantes, um sempre sorridente Johnny Au, da NetCraft Information Technology, descreveu um evento vibrante e multifacetado, com “vários palcos e áreas diferentes com propósitos muito claros e distintos”. Sublinhou que a Sands China teve “um papel muito importante aqui”, pois “incentivou as empresas locais a fazer negócios e a conhecerem-se, mas também a expandir os contactos”. E concluiu que, sendo “um evento internacional”, a Web Summit permitiu “formular ideias e identificar parceiros”.
Para Calvin Sio, da Zence Object Technology Limited, a segunda participação na Web Summit trouxe uma nova perspetiva. “A primeira vez que vim foi em 2023; queria ver a maior feira tecnológica do mundo”, Lisboa voltou a ser o ponto de encontro entre a curiosidade e a ambição de Macau. A Exploração da Inovação Tecnológica de Macau em Lisboa 2025 marcou o segundo capítulo de uma jornada que começou em 2024.
“Agora sinto que as coisas estão a desenvolver. Em 2023 havia grande foco nas empresas europeias, e agora comecei a ver muitas da Ásia, nomeadamente da China, do Japão, até de Hong Kong. Está a ficar mais internacional e assim oferece mais oportunidades”, disse Calvin, que ‘saltou’ de palco em palco nos cinco pavilhões da FIL durante os três dias da Web Summit.
Já Ken Lai, da AKL Intelligence Limited, regressou a Lisboa com o entusiasmo de quem viu resultados concretos nascerem da missão anterior. Contou que, depois da viagem de 2024, teve “a oportunidade de falar com os executivos da Sands China”, o que acabou por dar origem a um novo projeto. “Essa foi a primeira mudança depois da missão”, indicou.

Entre as multidões da Web Summit, onde as startups competiam por segundos de atenção e as ideias circulam ao ritmo da curiosidade, Ken reconheceu que regressar foi essencial. “No ano passado vi várias empresas focadas em produtos de Inteligência Artificial e Robótica e, entretanto, já mudou muita coisa nessa indústria, pelo que quis voltar e ver por mim mesmo o progresso.” A missão, sublinha, “ajuda-nos muito. Não é só a Web Summit, tivemos atividades de networking e visitas a empresas específicas na agenda. Abriu-nos portas para explorar novas ideias e oportunidades para também apresentarmos os nossos serviços.”
Da inspiração à colaboração
Depois de um primeiro ano marcado pela descoberta, a edição de 2025 assumiu que estava na hora de explorar parcerias. As empresas de Macau não foram apenas ver o que se passava em matéria de inovação, mas também para identificar oportunidades de colaboração.
Como observa Grant Chum, CEO e diretor executivo da Sands China, “após o sucesso da visita do ano passado”, espera que “esta iniciativa contribua para ligar a indústria tecnológica de Macau ao ecossistema de inovação de Portugal, criar oportunidades de networking entre empresas dos dois territórios e reforçar a plataforma de intercâmbio e cooperação entre o setor tecnológico de Macau e a Sands China.”
Entre o som das apresentações e o entusiasmo das descobertas, Lisboa tornou-se, por uma semana, o espelho do que Macau ambiciona ser: um território onde se constrói o futuro, a partir da colaboração.