Mick Meaney fez manchetes por todo o mundo ao bater, em 1968, um recorde mundial inusitado: maior tempo de permanência enterrado vivo num caixão.
Numa altura em que atravessava dificuldades financeiras, este operário irlandês acreditava que, se permanecesse debaixo da terra num caixão durante mais tempo do que qualquer outra pessoa, o mundo se lembraria do seu nome.
A 21 de fevereiro desse ano, curiosos e equipas de reportagem seguiram o seu caixão, com 1,90 m de comprimento e 76 cm de largura e forrado com espuma, em procissão pelas ruas de Kilburn, o coração da comunidade de imigrantes irlandeses em Londres, enquanto Meaney era enterrado numa vala num estaleiro de construção.
O caixão foi sepultado na terra, apenas com um tubo para a entrada de ar e por onde se desciam alimentos e líquidos.
Meaney concretizou o objetivo de bater o recorde mundial e conquistar fama, mas também acreditava que esse feito lhe pudesse render dinheiro, o que não se concretizou.
A proeza e as suas comoventes consequências vão ser agora contadas num documentário que será exibido no canal de televisão em língua irlandesa TG4 a 26 de novembro. Intitulado Beo Faoin bhFód (Enterrado Vivo), o filme já foi exibido em festivais. Realizado por Daire Collins, concilia entrevistas a familiares e amigos de Meaney com imagens de arquivo.
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