Traições, jatos particulares, encontros secretos e diplomacia de alto risco. Podia ser um filme de ação, mas é a realidade. Segundo a reportagem da AP, que cita anonimamente três autoridades americanas e um opositor de Maduro, o agente norte-americano Edwin López, da Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI), atuava como funcionário diplomático na República Dominicana quando soube, em abril de 2024, por um informante que dois jatos particulares, frequentemente usados para transportar Maduro, tinham aterrado no país caribenho para reparações dispendiosas.
López sabia que qualquer manutenção provavelmente seria uma violação criminal segundo a lei americana, pois envolveria a compra de peças americanas, proibida pelas sanções à Venezuela. Os aviões também estavam sujeitos a apreensão.
O agente descobriu que o presidente venezuelano tinha enviado cinco pilotos à ilha para recuperar os jatos, que estavam alojados no aeroporto executivo La Isabela, em Santo Domingo. Em maio, López obteve autorização para falar com os pilotos e descobriu que Bitner Villegas era o piloto regular de Maduro. Foi aí que surgiu a proposta ousada: em troca de desviar o voo do presidente para um local onde pudesse ser capturado pelas autoridades norte-americanas, tornar-se-ia um homem muito rico e ganharia a admiração de milhões de venezuelanos. O ponto de encontro poderia ser escolhido pelo piloto: a República Dominicana, Porto Rico ou a base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba.
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