O Orçamento do Estado continua a ser altamente excedentário, tendo o saldo (positivo) ficado acima dos dois mil milhões de euros no período de janeiro a agosto deste ano, quatro vezes mais do que nos mesmos oitos meses de 2024, indicam as Finanças através do boletim mensal da Entidade Orçamental (EO), que corresponde à antiga Direção-Geral do Orçamento (DGO).
De acordo com o novo documento divulgado esta terça-feira, “as Administrações Públicas (AP) registaram, até agosto de 2025, um saldo global de 2.011,2 milhões de euros, o que representa um aumento de 1.487,1 milhões de euros face ao período homólogo (que apresentou um saldo global de 524,1 milhões de euros), justificado por um incremento na receita (8%) superior ao da despesa (6,1%)”.
“Em contabilidade pública, os dados até agosto apontam para um saldo consolidado do conjunto das Administrações Públicas (AP) de cerca de 1% do Produto Interno Bruto [PIB], o que compara com 0,3% em igual período de 2024”, apontou Vânia Duarte, economista do gabinete de estudos do Banco BPI.
O relatório mensal das Finanças diz ainda que “o saldo primário [saldo total final menos a parte que vai para pagamento de juros aos credores] fixou-se em 6.738,8 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 1430,5 milhões de euros quando comparado com o ano anterior.”
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