O tipo de cabo usado no ascensor da Glória pode estar na origem do acidente que, há 10 dias, vitimou 16 pessoas e provocou ferimentos a outras duas dezenas, em Lisboa. O relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), citado pelo jornal “Expresso”, aponta ainda para falhas no sistema de travagem. O presidente da Câmara de Lisboa, que tutela a Carris, a entidade que opera o elevador, pede que não se tirem conclusões precipitadas (ler texto ao lado).
Segundo o documento, que teve em conta a análise dos destroços no local, “o cabo que unia as duas cabinas cedeu no seu ponto de fixação dentro do trambolho superior da cabina nº 1”, pelo que este é um dos aspetos ao qual está a ser dada particular atenção. O relatório final, que é aguardado ao fim de 45 dia, irá analisar, entre outros aspetos, “o tipo de cabo e a sua fixação nos trambolhos, controlos de qualidade da execução e receção”, assim como o “mecanismo de desligamento entre o cabo e o trambolho, com uma análise da condição da fixação do cabo nos trambolhos e da sua execução”.
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