A Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil acusa Jair Bolsonaro de ter liderado uma organização criminosa armada para se manter no poder, após perder as eleições para Lula da Silva, em outubro de 2022. Bolsonaro alega inocência. Se condenado, o ex-presidente, de 70 anos, pode cumprir até 40 anos de prisão.
Desinformação sobre o sistema eleitoral
A PGR aponta para os primeiros indícios de um plano golpista em 2021, com uma campanha de desinformação de Bolsonaro, destinada a disseminar suspeitas de fraude nas eleições presidenciais de 2022 para “manter o ambiente propício à intervenção militar”.
Segundo as investigações, durante uma reunião ministerial anterior às eleições, Bolsonaro insinuou que a oposição tinha preparado tudo para que o seu adversário, Lula da Silva, vencesse na primeira volta com fraude.
Posteriormente, o então presidente reiterou os ataques ao sistema eletrónico de votação durante um encontro com embaixadores. Na interpretação da PGR, “preparava-se a comunidade internacional para o desrespeito à vontade popular apurada nas eleições de outubro”.
Por estes atos, Bolsonaro foi declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Leia mais em Jornal de Notícias