A taxa de desemprego global em Macau situou-se em 2% entre Maio e Julho, enquanto a taxa de desemprego dos residentes foi de 2.6%, segundo os dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Ambas registaram uma subida de 0.1 pontos percentuais em relação ao período anterior, de Abril a Junho. O aumento ficou a dever-se, sobretudo, ao crescimento do número de jovens à procura do primeiro emprego, coincidente com a época de graduação.
No período em análise, os residentes desempregados que procuravam o primeiro emprego representavam 13.7% do total de desempregados (7600 pessoas), mais 2.7 pontos percentuais face ao trimestre precedente. Além destes novos graduados, a maioria dos residentes desempregados que procuravam novo trabalho vinha de sectores como a construção, o comércio a retalho e as lotarias e outros jogos de aposta.
Também o subemprego registou uma ligeira subida. A taxa de subemprego global fixou-se em 1.7% e a dos residentes em 2.1%, ambas mais 0.1 pontos percentuais do que no período anterior. O número de residentes em situação de subemprego atingiu 6100 pessoas, sendo a maior parte oriunda do sector da construção, bem como das actividades imobiliárias e serviços prestados às empresas.
De acordo com a DSEC, o Inquérito ao Emprego abrange todas as unidades de alojamento da Península de Macau, Taipa e Coloane, excluindo dormitórios escolares e lares de terceira idade. O universo estatístico inclui indivíduos residentes nestas unidades, não contabilizando os trabalhadores não residentes que vivem fora da RAEM. Ainda assim, segundo estimativas preliminares, entre Maio e Julho, o número médio de residentes e trabalhadores não residentes que trabalhavam em Macau, mas viviam no exterior, foi de 107.900 pessoas. A mão-de-obra total, composta por estes indivíduos e pela população activa residente (379.100), somava 487.000 pessoas, mais 300 do que no período anterior.