Início » Professores colocados a centenas de quilómetros em escolas para as quais não concorreram

Professores colocados a centenas de quilómetros em escolas para as quais não concorreram

Lapso no concurso de docentes e validação do erro pelas escolas leva 27 professores do Norte a ter de dar aulas no Sul. Professores acusam a Direção Geral da Administração Escolar de agir de má fé.

Nuno Amaral estava há 15 anos a trabalhar longe de casa. Neste concurso de professores conseguiu, finalmente, efetivar no Quadro de Zona Pedagógica (QZP) 20, em Espinho, de onde é natural. Mas a alegria do docente durou pouco. Quando saíram as listas de colocação de Mobilidade Interna (a segunda parte do concurso na qual os professores ordenam as escolas da sua preferência) verificou ter sido colocado no QZP 45 (Oeiras) e pensou ter-se tratado de um erro, pois não tinha indicado qualquer estabelecimento dessa zona do país. Após contactar a escola verificou que um lapso no concurso estava na origem da colocação numa zona à qual já não pertence. Lapso que foi, conta, erradamente validado pelo estabelecimento escolar.

Nuno Amaral é um dos 27 docentes que se encontram nessa situação, colocados a dar aulas numa zona do país que não escolheram. O erro surgiu no preenchimento do formulário do concurso de mobilidade interna, em que os professores indicaram como QZP de provimento o anterior (em que estiveram no ano passado) e não o novo para o qual tinham transitado no recente concurso de colocação. Um erro de interpretação que foi também erradamente validado pela secretaria da escola . “A escola assumiu o erro e contactou a DGAE. O que disseram foi para aguardar, aceitar a colocação e esperar pelo resultado do recurso que fiz. Basicamente, sacudiram a água do capote”, conta ao DN. O professor, para quem a situação foi “um balde de água fria”, já tinha “orientado a vida” para voltar para perto da família e sente-se angustiado. “O que eu quero é que seja reposta a verdade. Estamos colocados num QZP para o qual não concorremos. Um erro que pode facilmente ser corrigido se houver vontade para o fazer. Podemos ter cometido um lapso, mas as escolas têm de fazer o trabalho delas e tem de haver cruzamento de dados”, sublinha.

Leia mais em Diário de Notícias

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!