Macau confirmou o segundo caso local de febre de chikungunya, uma mulher de 34 anos, que trabalha num estaleiro na Zona A dos Novos Aterros — local também relacionado com casos reportados recentemente em Zhuhai, por autoridades do Interior da China.
De acordo com os Serviços de Saúde (SSM), a mulher começou a apresentar erupções cutâneas nos braços e pernas no dia 30 de julho. No dia 1 de agosto, surgiram também erupções no rosto acompanhadas de febre, levando-a a procurar atendimento no Hospital Kiang Wu. A confirmação laboratorial do vírus chikungunya foi obtida no dia seguinte, tendo a paciente sido internada em isolamento no Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde se encontra em estado estável.
Apesar de ter viajado ao Japão entre os dias 13 e 21 de julho, a paciente não relatou picadas de mosquito durante esse período. Entre os dias 22 e 29 de julho, esteve regularmente no estaleiro da Zona A, onde é provável que tenha contraído a doença, dada a ocorrência recente de múltiplos casos entre trabalhadores não residentes, reportados por Zhuhai.
Diante da situação, os Serviços de Saúde anunciaram uma série de medidas urgentes. Equipas técnicas serão enviadas à zona de residência da paciente e o Instituto para os Assuntos Municipais iniciará ações de controlo químico de mosquitos em espaços públicos próximos. Também será reforçada a inspeção e eliminação de locais propensos à proliferação do mosquito Aedes, transmissor do vírus.
Além disso, foi criado o Grupo de Prevenção e Controlo Conjunto dos Estaleiros de Obras, que já iniciou ações conjuntas com empreiteiros da Zona A para inspeção de águas estagnadas e orientação técnica para eliminação de mosquitos. O estaleiro onde a paciente trabalhava foi suspenso desde 30 de julho, e a retomada das obras dependerá da melhoria comprovada das condições ambientais.
A febre de chikungunya é uma doença viral transmitida por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os principais sintomas incluem febre, dores intensas nas articulações, dores musculares, náuseas e erupções cutâneas. Embora raramente grave, a doença pode afetar significativamente a qualidade de vida, com dores articulares que podem persistir durante semanas ou meses.
Os Serviços de Saúde sublinham que a doença não é transmissível de pessoa para pessoa, sendo a eliminação de águas estagnadas a medida mais eficaz de prevenção.