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Taiwan e Portugal exploram colaboração tecnológica em Conferência de Semicondutores de Lisboa

Representantes de Taiwan e Portugal discutiram a cooperação potencial em semicondutores, inteligência artificial e infraestrutura de dados no seminário "Chips & Data: Portugal Next Decade", realizado em conjunto com a reunião anual das Câmaras de Comércio Taiwanesas na Europa (ETCC na sigla inglesa).

Nelson Moura

O evento, coorganizado pela ETCC e pelo escritório de advocacia KGSA, com sede em Lisboa, reuniu executivos da indústria, responsáveis políticos e académicos para avaliar o papel emergente de Portugal na cadeia de abastecimento tecnológica global.

Os oradores da conferência – realizada a 17 de maio – destacaram os recursos de energia renovável de Portugal, a sua localização geográfica e o talento na engenharia como fatores que poderiam apoiar a sua expansão na fabricação de semicondutores e no desenvolvimento de IA.

O ex-ministro da Economia de Portugal, António Costa Silva, mencionou as crescentes capacidades do país em design e montagem de chips, enquanto Rita Lourenço, do grupo industrial PortugalDC, referiu que mais de 120 organizações estão atualmente envolvidas no setor de centros de dados do país.

O Conselho de Desenvolvimento do Comércio Exterior de Taiwan (TAITRA) expressou interesse em aprofundar a colaboração, com o diretor do seu escritório em Barcelona, Tony Liu, a afirmar que a adesão de Portugal à UE e o seu ecossistema tecnológico o tornam um parceiro viável.

O presidente da ETCC, Den Shyan Chuang, descreveu o evento como um “momento histórico” para as relações bilaterais na tecnologia, mas reconheceu que Portugal não tem representação diplomática oficial em Taiwan. Gonçalo Simões de Almeida, partner na KGSA, sugeriu que Portugal deveria “redefinir o seu papel futuro” na indústria.

Da esquerda para a direita: Gonçalo Abreu, fundador da KGSA; Johnson Hsiung, fundador da Bluechip Infotech e presidente eleito da 32ª Câmara de Comércio Mundial de Taiwan; Professor Marcelino Santos, fundador da SiliconGate; e Luis Miguel Silveira, Vice-Reitor da ULisboa (Universidade de Lisboa).

“Portugal tem o que é necessário para se tornar um líder mundial e é tempo de acordar. Devemos abraçar a responsabilidade de moldar um futuro melhor”, notou Simões de Almeida.

A Start Campus, desenvolvedora de centros de dados, anunciou planos para investir 8,5 bilhões de euros na sua instalação em SINES, posicionando-a como um hub para computação relacionada com IA. Enquanto isso, o Banco Português de Fomento, apoiado pelo Estado, delineou opções de financiamento para projetos tecnológicos.

As discussões ocorrem num momento em que tanto Taiwan quanto Portugal buscam diversificar as suas cadeias de abastecimento tecnológico em meio à concorrência global de semicondutores.

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