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Mês de Portugal com cultura, cinema e sabores

Apesar do adiamento da visita de Marcelo Rebelo de Sousa, o “Junho, Mês de Portugal na RAEM” não perdeu importância — ganhou novas camadas. O Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong apresentou um programa que, embora condicionado pelo calendário político em Lisboa, afirma a presença portuguesa na RAEM com mais de 30 eventos culturais, gastronómicos e institucionais ao longo de mais de um mês

Fernando M. Ferreira

O Presidente da República, que originalmente viria celebrar o 10 de Junho em Macau, virá “visitar a comunidade portuguesa de Macau no segundo semestre, em data a definir oportunamente. Nessa ocasião esperamos que seja possível ter eventos associados de natureza cultural”, confirmou o cônsul Alexandre Leitão ao PLATAFORMA. A mudança, motivada pelas eleições legislativas e a subsequente tomada de posse do novo Governo em Portugal, criou o que o diplomata descreve como “uma segunda fase das comemorações”.

Em contrapartida, a programação cultural deste ano cresceu em escopo e ambição. Exposições de arte contemporânea, como “Arte Portuguesa – Diálogo de Criatividade”, dividem protagonismo com a estreia de documentários lusófonos e concertos de nomes como Joana Rolo e Bruno Pernadas. A sétima edição da Mostra de Cinema Português em Macau reforça a aposta na divulgação do cinema nacional, enquanto as marionetas portuguesas da Casa Garden relembram que a portugalidade também habita o lúdico.

O evento, que arranca oficialmente a 29 de maio, antecipa ainda uma forte presença da gastronomia portuguesa. O “Roteiro Gastronómico – Comer e Beber à Portuguesa” inclui 29 estabelecimentos e culmina com o sorteio de uma viagem a Portugal. A Festa Gastronómica no Sofitel, marcada para 12 de junho, oferece uma seleção de iguarias e vinhos portugueses.

As comemorações do Dia de Portugal, a 10 de Junho, seguem o guião habitual: o hastear da bandeira no Consulado-Geral, romagem à Gruta de Camões, e a receção à comunidade portuguesa na residência da Bela Vista. Este ano, exige-se pré-registo, mas a entrada mantém-se aberta a todos os cidadãos portugueses.

Em destaque,o papel de Macau como palco de experiências-piloto em itinerância cultural, com propostas para que artistas portugueses que atuem aqui possam seguir para outras cidades da China. “É uma ideia com potencial, mas exige planeamento de longo prazo, algo ainda difícil neste contexto”, admitiu o cônsul.

Gostaríamos muito que assim fosse, na China e noutros países da região, mas, para o efeito, algumas mudanças teriam de existir, sendo a principal a necessidade de sabermos da vinda de artistas mais cedo, pois é necessário encontrar patrocinadores e espaços adequados, o que, nalgumas cidades, requer muita antecedência” explicou ao PLATAFORMA.

Entre exposições fotográficas que cruzam o passado e presente de Macau, livros que celebram Camões e oficinas para crianças, o mês de Portugal na RAEM não será apenas uma efeméride — será um laboratório cultural, com vista para um futuro onde a diplomacia também se faz com arte, cinema e vinho.

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