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Universidades de Macau apresentam-se na Futurália

Uma delegação composta por representantes da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e universidades de Macau marcou presença na Futurália, o maior evento de educação e formação realizado em Portugal, que conta com milhares de jovens e profissionais do setor. Ao nosso jornal, as instituições falaram sobre a necessidade de internacionalização

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É o segundo ano que a DSEDJ marca presença na feira educativa de Lisboa, este ano de 26 a 29 de março. Ao nosso jornal, o chefe de departmento do Ensino Superior da DSEDJ, Carlos Roberto Xavier, explica que “Portugal é um país estratégico para Macau”, e que sempre se deu importância ao mercado português para “promover” a Região, acrescentando que também é do seu interesse que existam “mais colaborações a nível dos cursos, projetos científicos e de investigação”.

“A simples presença numa feira como esta traz publicidade e visibilidade”, reconhece João Veloso, diretor do departamento de português da Universidade de Macau (UM). O responsável explica que a UM quer desenvolver “ainda mais” os seus mestrados e doutoramentos, pelo que “os estudantes internacionais são muito importantes”, reforçando que o português “é uma aposta grande” da universidade.

Para a Universidade de Turismo de Macau (UTM), estar na Futurália permite a internacionalização do corpo estudantil, garantindo ter uma vantagem competitiva: “Temos outra exposição. Os alunos que vêm estudar para Macau têm outra dinâmica cultural e outra perceção da realidade e do mercado de trabalho pelo facto de termos hotéis internacionais, dos Estados Unidos (…). É algo a que não estão habituados em Portugal”, refere Henrique Boyol Ngan, coordenador do Centro de Gestão de Qualidade de Educação da UTM.

Na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), há forte interesse nas parcerias institucionais, mas também na criação de cursos adequados a estudantes estrangeiros. “Queremos abrir uma licenciatura em Estudos Chineses só para estrangeiros, sobretudo alunos portugueses”, afirma Francisco Song Haoyan, diretor do programa de português da MUST. Atendendo à pergunta frequente dos estudantes na feira – capacidade de oferecer bolsas – diz que vão pedir “mais apoios do Governo de Macau e da China continental” para tornar a universidade mais apelativa.

A Universidade de São José (USJ) fez-se representar pelo seu vice-reitor, Álvaro Barbosa. Com espaço próprio, pelo facto de já frequentar a feira há quatro anos, diz que a internacionalização “é vital”. “É com muito gosto que acompanhamos a dinâmica da DSEDJ e até temos tido muito bons resultados”, afirma, acrescentando que começa a ver que “há um reconhecimento da marca” em Portugal.

Na Universidade da Cidade de Macau (CityU), quer-se combater a “excessiva simetria, pois há muitos alunos de Macau e da China continental a virem estudar para Portugal”, e não o contrário. O vice-reitor, José Paulo Esperança, diz que a CityU tem-se focado “na cooperação com os Países de Língua Portuguesa” e vê na Futurália “uma oportunidade interessante”. O responsável pede mais apoio para deslocações, pois “é um dos fatores principais” na escolha dos estudantes. “Procuramos dar apoio ao nível do alojamento”, sublinha, evidenciando como o modelo Erasmus tem “funcionado muito bem”.

O Instituto Milénio de Macau quis destacar quatro áreas na feira: hotelaria, ciências tecnológicas, computacionais e educação. “Temos muito bons professores. Lecionamos em inglês e combinamos diferentes áreas de ensino”, diz Paul Wei, diretor do gabinete do reitor.

Carlos Roberto Xavier enaltece a vantagem que Macau tem desde 2019, quando os cursos superiores passaram a ser reconhecidos em Portugal. “Os alunos podem obter o seu curso e também ganhar uma experiência fora do seu país, internacional e na China ao mesmo tempo. Macau é uma plataforma e os estudantes podem ir para o Interior da China, por exemplo, realizar estágios”, conclui.

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