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Entrevista. “A NATO deveria fazer mais pela Ucrânia”

Professor de Relações Internacionais no Departamento de Ciência Política da Universidade do Sul da Dinamarca, Sten Rynning é autor do livro 'NATO: Da Guerra Fria à Ucrânia, uma História da Aliança Mais Poderosa do Mundo' (Edições 70).

Foi uma surpresa para si a Suécia e a Finlândia juntarem-se agora à NATO, num caso pondo fim a dois séculos de neutralidade e no outro destruindo até mesmo o conceito de finlandização?

Sim, a reviravolta desses dois países em relação à NATO foi notável e inesperada. A escolha da Rússia de uma agressão à Ucrânia por intermédio de uma grande guerra convencional fez toda a diferença. A Finlândia foi o país decisivo, sendo mais determinada do que a Suécia, mas trabalhando em estreita colaboração com a vizinha. Os finlandeses conhecem muito bem a Rússia, é claro, e não tiveram dúvidas.

Essa expansão da NATO depois da invasão da Ucrânia em 2022 surpreendeu até Vladimir Putin?

O presidente Putin sem dúvida calculou mal neste e noutros aspetos. Ele não previu nem a resiliência da Ucrânia nem a extensão da oposição ocidental à guerra. E certamente não previu a ampliação nórdica da NATO. Mas Putin está se a adaptar-se, colocando toda a economia da Rússia em pé de guerra e apostando que será capaz de desgastar a Ucrânia e cansar a aliança ocidental.

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