De acordo com um contrato publicado ontem no Boletim Oficial, o centro, a construir no Cotai, a zona dos grandes hotéis-casinos, vai ter, numa primeira fase, capacidade para tratar 150 toneladas de resíduos alimentares e 420 metros cúbicos de água com gorduras.
O Governo irá pagar 1,15 mil milhões de patacas pela conceção e construção do centro, um valor inferior ao proposto pelo consórcio de empresas chinesas no concurso público realizado em 2023: 1,87 mil milhões de patacas.
O consórcio irá ainda receber uma “assistência financeira” no valor de 720,1 milhões de patacas, em prestações mensais ao longo dos 15 anos de concessão, “a título de garantia de rendimento destinada a manter o equilíbrio económico-financeiro”.
Em contrapartida, o consórcio terá de pagar à região administrativa especial chinesa 30 por cento dos rendimentos obtidos, nomeadamente através da venda de energia renovável produzida a partir de biogás, produtos reciclados, fertilizantes orgânicos e créditos de carbono.
O consórcio composto pelas empresas estatais chinesas Tongfang Environment, China Railway First Group (CRFG), o grupo privado Wangneng Environment e o Grupo de Construção OMAS terá três anos e dois meses para construir o centro.
Em 2019, o Banco Mundial impôs uma suspensão de dois anos ao CRFG, acusando o grupo estatal chinês de usar “práticas fraudulentas” para conquistar contratos ligados à construção de uma barragem no Paquistão.
O Grupo de Construção OMAS é detido pela família do falecido magnata Ma Man-kei (1919-2014), atualmente acionista minoritária do Banco Well Link de Macau, antigo Novo Banco Ásia.
Plataforma com Lusa