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Partido Comunista Chinês anuncia reunião chave para definir orientação económica

A elite do Partido Comunista Chinês anunciou esta semana que vai reunir-se em julho para a sua terceira sessão plenária, que deve servir para definir a orientação económica geral do país e as principais nomeações partidárias.

O conclave reunirá os 376 membros permanentes e rotativos do Comité Central do PCC.

A decisão foi tomada esta terça-feira, numa reunião do Politburo, a cúpula do poder na China, composta por 24 membros, de acordo com a agência noticiosa oficial Xinhua.

A reunião também analisou a situação económica do país e o trabalho económico, acrescentou a agência. “O país deve expandir ativamente o comércio de bens intermédios, de serviços, digital e as exportações transfronteiriças de comércio eletrónico, apoiar as empresas privadas na expansão dos mercados estrangeiros e intensificar os esforços para atrair e utilizar o investimento estrangeiro”, citou a agência.

A sessão tradicionalmente define a estratégia económica para os próximos cinco a 10 anos e é frequentemente vista como a mais importante das sete reuniões do PCC realizadas durante o ciclo de cinco anos do Comité Central.

O novo Comité Central foi formado em outubro de 2022, durante o 20.º Congresso do Partido Comunista Chinês.

Nas últimas quatro décadas, os terceiros plenários realizaram-se normalmente em outubro ou novembro.

No terceiro plenário, em dezembro de 1978, o líder Deng Xiaoping lançou a política de “reforma e abertura”, num momento decisivo para a China, após a Revolução Cultural, que durante uma década mergulhou o país no caos e isolamento.

Na terceira sessão plenária em novembro de 1993, o então presidente Jiang Zemin deu início às reformas pró – mercado que se encontravam paralisadas, estabelecendo como objetivo criar uma “economia socialista de mercado”.

Duas décadas mais tarde, o Comité Central, presidido pelo atual líder do país, Xi Jinping, aprovou um ambicioso programa de reformas económicas que prometeu atribuir um “papel decisivo” às forças de mercado na afetação dos recursos – um objetivo que ainda não foi plenamente concretizado na economia chinesa, que permanece dominada pelo Estado.

O plenário é também, normalmente, o local onde se anunciam os progressos das investigações sobre altos funcionários.

Pequim não revelou os motivos que levaram ao afastamento, no ano passado, do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, e do antigo ministro da Defesa, Li Shangfu, e vários oficiais superiores das forças armadas – todos membros do Comité Central.

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