É a segunda descoberta feita em 2024 na região, alvo de embate entre as áreas energética e ambiental do governo. Foi a primeira vez que a estatal encontrou na região reservatórios semelhantes aos das descobertas gigantes da Guiana e do Suriname, o que deve reforçar a pressão pela liberação de licenças ambientais na área.
Batizado de Anhangá, o poço responsável pela segunda descoberta foi perfurado perto da divisa entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, a 190 quilômetros de Fortaleza. Fica a 24 quilômetros da primeira descoberta, chamada Pitu Oeste. A descoberta é inédita na região por ter sido feita em um tipo de reservatório chamado turbidítico.
“É isso que estamos esperando na margem equatorial”, disse o geólogo Pedro Zalán, que fez carreira na estatal. Para ele, o resultado reforça indícios de que reservas gigantes como as dos países vizinhos podem ser encontradas em bacias como Barreirinhas e Foz do Amazonas, para as quais a Petrobras já ouviu negativas do Ibama (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).
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