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Exposição Que mar se vê afinal da minha língua?

Inaugura a 16 de dezembro em Alcobaça e percorre várias cidades dos mundos de expressão portuguesa

Assume-se como uma exposição mutante aquela que se mostra pela primeira vez a 16 de dezembro no Armazém das Artes e na Central-Periférica, em Alcobaça. Intitula-se Que mar se vê afinal da minha língua? e reúne meia centena de obras de mais de 20 artistas de diferentes países e territórios onde se fala português. Depois de Alcobaça, onde ficará patente até 3 de março de 2024, a mostra seguirá e transformar-se-á em Fortaleza, no Mindelo, em Luanda, Maputo e Macau.

Que mar se vê afinal da minha língua? resulta de um processo de investigação ainda em curso, desenvolvido pela curadora Margarida Saraiva, sobre práticas artísticas contemporâneas dos mundos de expressão portuguesa. Junta dezenas de trabalhos de Aline Motta, Ana Battaglia Abreu, Ana Jacinto Nunes e Carlos Morais José, Bianca Lei, Catarina Simão, Cecília Jorge, Eliana N’Zualo, Eric Fok, Filipa César e Sónia Vaz Borges, José Aurélio, José Drummond, José Maçãs de Carvalho, Konstantin Bessmertny, Luigi Acquisto e Bety Reis, Mónica de Miranda, Nuno Cera, Peng Yun, Rui Rasquinho, Sofia Yala, Subodh Kerkar, Thierry Ferreira, Tiago Sant’Ana e Wong Weng Io. São obras no domínio dos cruzamentos disciplinares – fotografia, vídeo, cinema, poesia, pintura, escultura e novos media.

A abordagem temática deste projeto parte de questões cruciais como memória e história, colonização e descolonização, identidades e globalização meio século volvido sobre o 25 de abril de 1974, sem deixar de se questionar sobre o futuro: o que será do espaço de expressão portuguesa daqui a dois ou três séculos? O que será da liberdade num mundo gerido por algoritmos e obcecado com a vigilância no espaço privado, público e digital?

Outros Fundamentos, Aline Motta, 2017-2019

O Pintor, José Drummond, 2005

“Esta é a primeira de uma série de exposições mutantes. A questão [que lhe dá título] manter-se-á em aberto, e a mostra renovar-se-á a cada apresentação através da participação de artistas e autores locais”, refere a curadora Margarida Saraiva no texto que apresenta Que mar se vê afinal da minha língua?. Sobre a mostra em Alcobaça, acrescenta: “No espaço desta galeria, a exposição desenha-se justapondo contrastes, tensões, divergências, permitindo-se transgressões disciplinares e a criação de uma constelação relativamente inesperada da qual emerge o caráter ensaístico de uma proposta que entrelaça geografias, temporalidades e diversas disciplinas artísticas, como quem desenha, apaga e redesenha, já sem medo de errar”.

A exposição tem a chancela da Babel Associação Cultural. A sua primeira etapa, em solo português, é inaugurada no Armazém das Artes a 16 de dezembro, pelas 16h. Contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues; de José Aurélio, fundador e presidente da administração do Armazém das Artes; e de Maria Aurélio, gestora do espaço e da programação do Armazém das Artes. A abertura será seguida de uma visita guiada pela curadora Margarida Saraiva, que inclui também as peças instaladas na galeria e jardim da Central-Periférica. Que mar se vê afinal da minha língua? é co-organizada pelo Armazém das Artes, a Central-Periférica e a REDE de Residências Artísticas dos Mundos de Expressão Portuguesa. Conta ainda com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da RAEM, da Câmara Municipal de Alcobaça, do Instituto Português do Oriente e da Fundação Oriente; e com os parceiros media O Alcoa, Jornal das Caldas, Comunidade Cultura e Arte, Plataforma Macau, Hoje Macau, Ponto Final e Macau Closer.

SOBRE A BABEL

A missão da BABEL é criar oportunidades de investigação e aprendizagem nos domínios da arte contemporânea, da arquitetura e do ambiente. A BABEL é concebida como um museu sem paredes e tem como objetivo trabalhar entre culturas e disciplinas. Para atingir os seus objetivos, a BABEL estabelece parcerias regionais e internacionais com instituições de reconhecido mérito educativo e cultural. Assim, o espírito de colaboração e de criação de sinergias é essencial ao cumprimento da sua missão. Fundada em Macau em 2013, a BABEL estabeleceu-se também em Alcobaça em 2022, onde tem apoiado artistas em situação de risco, nomeadamente aqueles que fogem de cenários de guerra ou opressão.

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