Enquanto no Dubai os países da ONU se reúnem numa conferência do clima, na maior floresta tropical do mundo, a Amazónia, realiza-se uma espécie de conferência informal do crime com 22 organizações criminosas de Peru, Colômbia, Venezuela e Brasil, entre as quais, claro, os gigantes Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a disputarem, além do tráfico de drogas, novos negócios, como contrabando de minérios e madeira e pesca ilegal.
Segundo um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado a 30 de novembro, a taxa de mortes violentas na Amazónia Legal, área formada por nove estados brasileiros, é hoje 45% maior do que a média nacional em virtude da guerra entre PCC e CV iniciada no local em 2016, com rebeliões e massacres em prisões com centenas de mortes. “Sobre o rompimento, não há, além de investigações policiais, uma certeza do motivo, porque são empresas à margem da lei. Aqui, se algo não é cumprido, parte-se logo para o homicídio”, diz Marcelo Crespo, coordenador do curso de Direito da Escola Superior de Propaganda e Marketing, ao DN.
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