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Bolsonaristas tratam caso das jóias como perseguição e já prevêem prisão

Em grupos de Telegram de extrema direita, a investigação da Polícia Federal sobre o caso das joias e presentes recebidos por Jair Bolsonaro (PL) durante seu mandato está sendo tratada como perseguição política contra o ex-mandatário.

Uma das mensagens que apareceu mais vezes nos grupos de bolsonaristas analisados chama a investigação de “construção de narrativas” e diz que a “PF de Lula e Dino prepara prisão de Bolsonaro e envolve FBI na farsa”.

Outra das mensagens mais virais critica a PF: “O que se tornou a Polícia Federal? Olha o tipo de operação que estão se prestando a fazer… Qual o sentido de vender e depois recomprar um mesmo relógio?!”.

A análise é do Laboratório de Humanidades Digitais da Universidade Federal da Bahia (LABHDUFBA) em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

À esq., foto reproduzida em relatório da PF com Bolsonaro recebendo escutura de palmeira folheada a ouro durante visita ao Bahrein, em 2021; à dir., reflexo do pai de Mauro Cid, o general da reserva do Exército Mauro Lourena Cid, na caixa que acomodou a escultura – Reprodução/@rbrasilmods no twitter

Os pesquisadores identificaram 303 mensagens com os termos “joias”, “jóias”, “joias sauditas”, “colar”, “brincos”, “anel” e “relógio”, em um conjunto de 41 canais e 50 supergrupos bolsonaristas (com mais de 200 usuários), enviadas de 10 a 15 de agosto.

Além disso, foram feitas análises por meio de nomes de pessoas vinculadas ao caso, como do próprio ex-presidente, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid e do advogado Frederick Wassef. Cid e Michelle foram os mais mencionados.

Leia mais em Folha de S. Paulo

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