Mais tarde, falando a jornalistas, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que entre 27 milhões e 29 milhões de endereços foram afetados pelo apagão em alguma medida pelo evento.
A falta de luz começou às 8h31 (horário de Brasília) e o abastecimento só foi totalmente normalizado mais de seis horas depois, perto das 15h, segundo informações do próprio ministério. Até o fim da tarde, a imprensa brasileira ainda noticiava, contudo, falta de energia no Amapá e em Santa Catarina.
Segundo Silveira, o episódio estaria associado a uma “sobrecarga” em linhas de transmissão no Ceará, no Nordeste do país. O ministro, porém, argumentou que o evento, sozinho, não justificaria a magnitude do apagão, e disse que pedirá à Polícia Federal e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que investiguem eventual ação humana.
Por determinação do ministro, o episódio está sob apuração de um grupo integrado por representantes do ministério, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Silveira, contudo, descartou que a interrupção no fornecimento de energia pudesse estar relacionada à segurança energética do país, ressaltando que “vivemos um momento de abundância dos nossos reservatórios”.
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