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Vagas de trabalho caem em Portugal e pressionam desemprego a subir

O número de vagas de trabalho em Portugal continua a cair, pressionando o desemprego a subir. Entre janeiro e março, havia 48 103 postos por preencher, menos 6830 face ao trimestre anterior, quando existiam 54 933 lugares vazios, o que corresponde a uma quebra de 12,4%, segundo a mais recente síntese estatística publicada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho. Note-se que também nos primeiros três meses do ano, a taxa de desemprego subiu para 7,2%, atingindo o nível mais alto desde 2020, ainda que, em abril, tenha voltado a cair para 6,8%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

É o segundo trimestre consecutivo em que as vagas de emprego têm vindo a recuar, desde outubro a dezembro de 2022, interrompendo as subidas anteriores, revelam os vários relatórios consultados pelo DN / Dinheiro Vivo. Aliás, os lugares por preencher estiveram sempre em crescendo até ao terceiro trimestre de 2022, de julho a setembro, altura em que havia 61 625 ofertas de trabalho. Agora são 48103, menos 13 555, o que corresponde a um corte de 21,9%. Os dados estatísticos do gabinete do Ministério do Trabalho não explicam, contudo, o motivo desta redução, isto é, se as ofertas foram sendo preenchidas ou se as empresas estão a cortar na contratação de pessoal.

Praticamente todos os setores registaram uma diminuição de vagas de trabalho. As atividades artísticas e de espetáculo e desportivas assim como as relacionadas com informação e comunicação foram as que demonstraram a maior redução de ofertas de emprego, na comparação homóloga, com uma queda de 22,6% e de 21,4%, respetivamente. Em sentido contrário, as empresas da área financeira e dos seguros registaram um crescimento exponencial de vagas, tendo mais do que duplicado as ofertas. Os dados do gabinete de estatística mostram que, no primeiro trimestre, houve um aumento de 111,6% de lugares disponíveis naquele setor. Também as vagas na indústria da construção registaram uma subida, mas menos expressiva, de 28%.

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