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China aumenta pensões mais baixas e anuncia “distribuição mais justa”

Lusa

A China anunciou hoje um aumento das pensões mais baixas em até 3,8%, em relação a 2022, e a implementação de um “sistema de distribuição mais justo e equilibrado”, à medida que a sociedade chinesa envelhece.

Um comunicado emitido em conjunto pelos ministérios dos Recursos Humanos e das Finanças explicou que vão ser adotados incentivos para que os contribuintes do sistema de pensões “paguem mais para receber mais” e “contribuam mais tempo para obterem uma pensão mais elevada”.

Os ministérios instaram as autoridades locais a “tomarem medidas práticas para reforçar a gestão das receitas e despesas do fundo de pensões”, ao mesmo tempo que fazem “ajustes financeiros antecipadamente para garantir que a pensão de base é paga integralmente e sem atrasos”.

Citado pelo Global Times, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, o professor da Academia Chinesa de Estudos de Economia Aberta da Universidade de Economia e Negócios Internacionais, Li Changan, indicou que o aumento vai “impulsionar o nível de consumo dos idosos”.

O jornal destacou que, no final de 2022, havia 280 milhões de pessoas com mais de 60 anos na China, representando 19,8% da população.

As autoridades estimam que até 2035 vão haver mais de 400 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que representará cerca de 30% da população chinesa.

Especialistas locais asseguram que o envelhecimento da população do país apresenta vários “desafios para a prestação de serviços públicos e a sustentabilidade da segurança social”.

Em 2022, a China registou um decréscimo oficial de 850 mil habitantes, o primeiro declínio populacional em mais de meio século. O país encerrou o ano passado com 1.411,75 milhões de habitantes, tendo registado 9,56 milhões de nascimentos e 10,41 milhões de mortes, segundo dados oficiais.

Desde que, em 2016, abandonou a política do filho único, que vigorou ao longo de mais de 30 anos, a China tem procurado encorajar as famílias a terem um segundo ou até terceiro filho, mas com pouco sucesso, face ao alto custo de vida, nomeadamente com a saúde e educação das crianças, e uma mudança nas atitudes culturais, que privilegiam famílias menores.

No mês passado, a China foi ultrapassada pela Índia como a nação mais populosa do mundo, segundo projeções da ONU.

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