Lula anda a falar demais? Analistas acham que sim

por Gonçalo Lopes

Horas depois de Flávio Dino, ministro da Justiça, ter elogiado a polícia por desmantelar um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC), maior organização criminosa da América Latina, para sequestro e execução de Sergio Moro e outros agentes públicos, Lula da Silva resolveu suspeitar da operação. “Foi uma armação do Moro”, disse o chefe de Estado, desmoralizando ministro e polícia. A frase foi vista como uma gafe – mais uma – do presidente da República nos últimos tempos. A oposição aproveitou, os conselheiros pediram contenção e os analistas sentenciaram: Lula anda a falar demais.

“Ao bater boca com Sérgio Moro, Lula alavanca e joga luzes para seu maior inimigo pessoal”, disse Eliane Cantanhêde, comentadora da Globonews. “Ele está falando demais e impropriamente, demonstrando instabilidade emocional, em razão da idade e de tudo o que passou na prisão”. “O Lula do terceiro mandato sente-se no direito de falar o que quer, independentemente de alguém sugerir ou não”, concluiu.

Para Celso Rocha de Barros, colunista do jornal Folha de S. Paulo, “Lula deveria esquecer Moro”. “[Lula] Você já ganhou dele. Moro jogou fora o que lhe havia sobrado de dignidade, reputação, respeitabilidade profissional e direito de não ser tratado como militante de extrema-direita quando apoiou Jair Bolsonaro na segunda volta eleitoral. Valeu a pena dar palco para esses caras voltarem ao horário nobre às suas custas, Lula? Você sabe que não!” “Esqueça a guerra que você já ganhou e concentre-se na guerra que o povo brasileiro ainda está perdendo: a briga para reconstruir o Brasil depois desse desastre”, rematou.

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