Houve um tempo em que as manhãs de domingo eram o melhor dia da semana para muita gente —em frente à TV, adultos e crianças se juntavam para assistir às corridas de Fórmula 1, a categoria mais importante do automobilismo, que eram transmitidas pela Globo.
Na pista corriam muitos nomes importantes, mas um esportista brasileiro era unanimidade: Ayrton Senna da Silva. Nascido em 21 de março de 1960, o piloto que foi campeão do mundo três vezes (em 1988, 1990 e 1991) fazia muita gente acordar cedo para torcer pelo país, e era assunto das conversas no fim de semana.
“Ele foi um dos maiores pilotos da história. Os números e as marcas dele são lembradas até hoje no mundo todo”, diz Fábio Seixas, jornalista especializado em automobilismo que escreveu sobre o assunto na Folha entre 1999 e 2006, e hoje é colunista do UOL.
Para Fábio, Ayrton Senna foi “uma espécie de super-herói”. “E isso em uma época especial do Brasil em que a gente carecia de heróis. Ele foi campeão quando o Brasil não ganhava nada no futebol, e acho que o Senna ajudou a preencher essa carência. Ele era o Brasil que dava certo”, diz.
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