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“Para o negócio turístico é fundamental a abertura e desenvolvimento de ligações aéreas”

Gonçalo Francisco

As portas da China estão reabertas e agora há muito trabalho pela frente do ponto de vista de reabilitação económica. O mercado chinês é muito importante para praticamente todo o mundo e, sobretudo, para países como Portugal. O turismo desde há vários anos que é a alavanca económica deste país lusófono, que vê neste mercado uma fonte de rendimento. Há, contudo, um longo caminho a percorrer, começando pelo aumento das ligações aéreas entre ambos os países.

Em conversa com o PLATAFORMA, Pedro Quintela, diretor de vendas e marketing da Agência Abreu, umas das maiores e principais agências em Portugal, viu a pandemia atrasar um processo turístico que estava em crescimento, salientando agora que há trabalho a fazer.

“O potencial do mercado chinês é enorme e proporcional ao desafio que representa. Até 2020, a Abreu tinha já algumas ligações estabelecidas entre os dois países – sejam como destino, seja como mercado; e esteve sempre consciente de que havia ainda um longo caminho a percorrer. Mas a pandemia interrompeu esse caminho, condicionando, até hoje, o processo de crescimento”, começou por considerar Pedro Quintela, atribuindo, obviamente, à recente pandemia a queda deste mercado, não só em Portugal.

“A Agência Abreu tem posicionamentos relevantes como Agência de Viagens e Tour Operador em Portugal e no Brasil para o produto Grandes Viagens, e a China é já há muitos anos um destino promovido e vendido habitualmente. A pandemia interrompeu temporariamente esse trabalho e essa procura, que pensamos, rapidamente se reestabelecerá. Em paralelo, temos presença em várias partes do mundo através do nosso Banco de Camas – tanto como cliente, como fornecedor – e também já trabalhávamos com parceiros chineses no mesmo sentido. Aqui a recuperação foi mais rápida, e temos hoje mais parceiros de negócio na China do que tínhamos no início de 2020, com uma faturação a recuperar visivelmente e um interesse crescente em desenvolver mais negócio e estabelecer novas parcerias”, referiu.

“A pandemia interrompeu temporariamente esse trabalho e essa procura, que pensamos, rapidamente se reestabelecerá”

Foi na China, em 2019, que surgiu a pandemia de Covid-19. Até praticamente final de 2022, o governo de Xi Jinping colocou medidas muito restritas no acesso ao país, com a célebre política de Covid zero. Uma das medidas, por exemplo, foi a redução do número de ligações aéreas para e desde a China. Portugal foi um dos países ‘afetados’, algo que, infelizmente, do ponto de vista económico, ainda não mudou.

“Para o negócio de Agência de Viagens e Tour Operador, uma atuação sustentada do ponto de vista turístico é fundamental a abertura e desenvolvimento de ligações aéreas. Acreditamos que, gradualmente, na continuidade da reabertura da China ao Turismo e em função da performance de comportamento dos mercados, poderemos começar a antecipar algumas mudanças positivas no tráfego de passageiros entre os dois países. Para o negócio de Banco de Camas, o fluxo de passageiros entre Portugal e a China é apenas um dos muitos pontos de contacto com os nossos parceiros chineses – compramos e vendemos muitos outros destinos na Ásia, Europa, América, África e Oceânia, pelo que toda a reposição de capacidade aérea mundial conta para esse negócio continuar a crescer”, salientou o diretor de vendas e marketing da Agência Abreu.

Algumas associações de turismo chinesas, como a ACTEP, previu um milhão de turistas chineses a visitarem Portugal em 2025. A Agência Abreu é mais ponderada, mas a palavra de ordem é confiança, quando for resposta a ‘normalidade’.

“ Acreditamos que, gradualmente, na continuidade da reabertura da China ao Turismo e em função da performance de comportamento dos mercados, poderemos começar a antecipar algumas mudanças positivas no tráfego de passageiros entre os dois países”

“Um número dessa dimensão para um país pequeno como Portugal é sempre desafiador, embora, em anos passados, tenha já demonstrado que consegue receber turistas em número muito superior à sua população residente. No entanto, a sua capacidade aérea e aeroportuária assim como de alojamento e serviços de restauração, etc. – estão ainda a recuperar da pandemia. Não é uma questão particular a Portugal, mas um desafio comum a todos os países na Europa e no Mundo, que desde 2022 continuam a sentir uma forte recuperação do turismo, sem que a capacidade instalada consiga acompanhar esse ritmo. Confiamos em que essa recuperação virá, e a Agência Abreu também dará o seu contributo nesse sentido”, disse Pedro Quintela.

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