Receitas das 11 câmaras municipais que cobram este imposto aos hóspedes subiram 209% face a 2021, mas ficaram ainda 4% abaixo de 2019, o ano anterior à pandemia de covid-19. Este ano há novas autarquias a tributar as dormidas.
Depois dos dois anos de perdas provocadas pelo travão que a pandemia colocou ao turismo, 2022 ficou marcado pela recuperação histórica do setor. O alento da retoma estendeu-se às autarquias do país que encaixaram mais de 54 milhões de euros com a cobrança da taxa turística no ano passado, de acordo com o levantamento realizado pelo DN/Dinheiro Vivo. As câmaras municipais amealharam, com este imposto, uma receita 209% acima de 2021. Ainda assim, os bons ventos não foram suficientes para igualar os mais de 56 milhões de euros registados em 2019, e o balanço do ano passado ficou ainda 4% abaixo do pré-pandemia. Esta pequena diferença justifica-se pelo crescimento também mais lento do número de estadas no país. Até novembro, as dormidas recuaram 1,3% em comparação com 2019, revelou o Instituto Nacional de Estatística na passada sexta-feira. Se 2022 foi de recordes nos proveitos, por outro lado, o número de hóspedes a pernoitar nos estabelecimentos de alojamento turístico de Portugal encolheu, ou seja, houve menos turistas, o que impactou diretamente as receitas das autarquias com a taxa turística cobrada. Outro fator que explica ainda os resultados abaixo do período pré-pandemia, foi o facto de de algumas autarquias terem mantido a suspensão da taxa durante parte do ano, medida implementada durante a covid.
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