Matérias-primas já estão em níveis pré-guerra mas alívio vai demorar a chegar às famílias

por Viviana Chan
Dinehiro Vivo

Apesar da desvalorização dos últimos meses, as cotações das matérias-primas ainda se encontram perto de máximos. Especialistas não acreditam que a descida de preços se reflita nos consumidores a curto prazo.

Nos últimos meses, os preços das matérias-primas começaram a aliviar, tendo regressado para valores pré-guerra. Porém, o custo destes bens continua em valores historicamente elevados e os máximos registados ao longo de 2022 fez com que o preço médio desse ano fosse o mais alto de sempre. Os receios de um abrandamento económico têm levado a um abrandamento dos custos das matérias-primas. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo Dinheiro Vivo, a tendência de queda dos últimos meses ainda levará algum tempo a repercutir-se nos bolsos dos consumidores.

Desde a invasão russa à Ucrânia, a 24 de fevereiro, o índice Dow Jones, que agrupa as principais matérias-primas (energia, alimentos, metais, entre outros), mostra uma descida de 7% dos preços, refletindo as perspetivas de abrandamento económico e de diminuição da procura. Isto depois de ter chegado a disparar 15% nas primeiras semanas após o início da guerra.

O gás natural tem sido uma das matérias-primas que têm registado maiores desvalorizações nos últimos tempos depois de ter galopado para máximos históricos no seguimento do agravamento da crise energética. Os preços do gás TTF, que serve de referência para as empresas europeias, recentemente caiu mesmo para níveis anteriores à guerra na Ucrânia, uma vez que as temperaturas amenas que se têm sentido neste inverno reduziram a procura, aliviando os receios de uma crise energética prolongada e, ao mesmo tempo, permitiram manter cheias (83%) as reservas de armazenamento de gás da Europa.

Os contratos de futuros do gás, que têm forte impacto nos preços da eletricidade, rondam agora os 70 euros por MWh, 20% abaixo das cotações que se observavam nas vésperas do início da invasão russa. O preço atual é bem mais baixo que o máximo de 342 euros observado em agosto, mas ainda está acima da média de 20 euros por MWh alcançada em janeiro de 2021. Também o petróleo negoceia em valores mais baixos que antes do início da guerra. O barril de Brent vale 78 dólares, abaixo dos 97 dólares registados em fevereiro do ano passado.

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