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Governo são-tomense trabalha para a presidência da CPLP

O Governo são-tomense vai trabalhar na agenda e temas da próxima cimeira e presidência da CPLP, que o país assume este ano, disse hoje o primeiro-ministro do arquipélago, Patrice Trovoada.

“São Tomé e Príncipe vai assumir a presidência [da CPLP], agora caberá ao Presidente da República que será o mais alto representante de São Tomé e Príncipe e que assumirá a presidência de dizer quais são os contornos”, disse hoje Patrice Trovoada, na primeira declaração desde de que foi anunciada a futura presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O primeiro-ministro assegurou que o Governo são-tomense vai “trabalhar na agenda” e na “preparação dos diversos temas, nas questões também de logística”, mas remeteu ao chefe de Estado de Estado são-tomense a comunicação sobre “o que será essa presidência”.

São Tomé e Príncipe vai acolher a próxima cimeira da CPLP, assumindo então a futura presidência da organização, disse à Lusa na terça-feira o secretário-executivo da comunidade lusófona, Zacarias da Costa.

“A cimeira vai ser em São Tomé, o Governo de São Tomé irá formalizar essa decisão, essa vontade, nos próximos dias”, afirmou Zacarias da Costa, recordando que Patrice Trovoada teve um encontro em Luanda com o chefe de Estado de Angola, João Lourenço, também presidente em exercício da CPLP, assim como com o presidente do Conselho de Ministros em exercício da organização, o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António, em 23 de dezembro de 2022.

Nesse encontro, segundo Zacarias da Costa, foi discutida a questão da cimeira da CPLP.

O secretário-executivo da organização adiantou que a confirmação da realização da próxima cimeira em São Tomé lhe foi comunicada, na capital brasileira, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Alberto Pereira.

“Iremos começar a partir já nos próximos dias até à cimeira, por forma a garantirmos que ela aconteça, como normalmente, em julho, e que marcará o início da presidência são-tomense” da organização, salientou.

Questionado sobre temas da cimeira, o secretário-executivo não adiantou mais detalhes, argumentando que vai começar agora a sua preparação.

“O mais importante é o compromisso do Governo de São Tomé, que assumiu a vontade de assumir a presidência da CPLP para o biénio 2023-2025”, frisou.

A realização da cimeira deste ano tinha ficado por decidir na conferência de chefes de Estado e de Governo de julho de 2021, em Luanda, quando o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou que São Tomé e Príncipe atravessava naquele momento um período eleitoral (eleições presidenciais), e argumentou que os Estados-membros deveriam aguardar o final desse processo para determinar que país acolheria a cimeira de 2023 e a consequente presidência da CPLP. A Guiné-Bissau também manifestou disponibilidade para receber a cimeira.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-Membros da CPLP.

*Com Lusa

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