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PIB não-petrolífero timorense cresceu 3,9% em 2022

Lusa

O produto interno bruto (PIB) não-petrolífero timorense cresceu 3,9% em 2022, com a economia a crescer acima dos dois dígitos no último trimestre do ano, segundo dados provisórios do Ministério das Finanças.

Numa nota de análise preliminar à situação macroeconómica, enviada à Lusa, o Ministério das Finanças notou que o crescimento da economia se deve, em particular, aos últimos três trimestres do ano, que compensaram um recuo significativo entre janeiro e março.

“A economia de Timor-Leste começa a recuperar do efeito combinado do ciclone Seroja, da fraca execução do Orçamento do Estado, em particular capital de desenvolvimento, e do impacto da pandemia da covid-19 em 2021”, refere-se.

Assim, a economia não-petrolífera timorense recuou 11,3% no primeiro trimestre, crescendo depois 5,9% entre abril e junho, 4,2% no terceiro trimestre e 10,9% nos últimos três meses de 2022.

“Esta estimativa baseia-se nos dados preliminares e nos indicadores relativos aos primeiros três trimestres e em alguns pressupostos para o quarto trimestre”, explicou o Governo, notando que os valores finais podem ainda ser ajustados.

O Ministério das Finanças indicou que a contração no primeiro trimestre se deve em particular a “uma diminuição significativa da despesa pública principalmente no investimento”, num país onde os gastos públicos são um grande motor económico.

“No entanto, a partir do 2.º trimestre de 2022, há uma recuperação do investimento público que conduz a um crescimento positivo nesses trimestres e contribuiu para o crescimento positivo anual”, acrescentou.

Na sua análise, assinalou que o investimento púbico aumentou 45%, com um contributo de 4,2 pontos percentuais para o crescimento anual do PIB não petrolífero.

“No entanto, o impacto deste aumento no PIB anual é relativamente pequeno, uma vez que foi significativamente ajustado pelo aumento das importações de bens e serviços em 14,2%, contribuindo para um crescimento de -6,8 pontos percentuais”, notou.

“Dada a relação histórica positiva entre as despesas públicas e as importações de bens e serviços, o aumento das despesas públicas significa elevadas importações de bens e serviços”, recorda-se.

O Ministério das Finanças destacou ainda que a elevada taxa de execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) “não significa um elevado crescimento económico, uma vez que a taxa de execução é o rácio entre as despesas efetivas ao longo do orçamento num ano”.

Para estas estimativas do PIB não-petrolifero, as autoridades tiveram em conta “o crescimento da execução de todas as categorias de bens e serviços, o que significa a despesa efetiva no ano corrente em comparação com as despesas efetivas do ano anterior”. 

Os dados hoje divulgados representam um valor acima das previsões iniciais do Governo, que antecipava um crescimento de 3,3% do PIB não petrolífero em 2022.

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