Desafios para Lula: Congresso, orçamento e as ruas

por Gonçalo Lopes

Luiz Inácio Lula da Silva, o novo – mas não tão novo assim – presidente do Brasil, vai deparar-se com desafios em 2023 que não enfrentou em 2002, quando se elegeu pela primeira vez. Na ocasião, o líder do Partido dos Trabalhadores (PT), de centro-esquerda, herdou um país governado pela centro-direita de Fernando Henrique Cardoso – desta vez, sucede à extrema-direita de Jair Bolsonaro. Naquele tempo, causava apenas desconfiança – agora enfrenta hostilidade de metade da população, parte dela ainda inconformada com o resultado do sufrágio de 30 de outubro. E encara, em paralelo, desafios políticos, económicos e externos significativos.

“O primeiro desafio, que não teve nos primeiros mandatos, chamados de Lula 1 e de Lula 2, mas terá agora no Lula 3 é a existência de uma oposição partidária bastante organizada, do Partido Liberal, de Bolsonaro, dono da maior bancada parlamentar, do Republicanos e do Novo”, assinala ao DN Vinícius Vieira, politólogo da Fundação Armando Álvares Penteado, de São Paulo. “Em 2003, os deputados do PSDB, por serem em menor número, não foram capazes de ser oposição coesa e sem defeções”.

“No Brasil, o presidente é sempre minoritário num legislativo muito fragmentado, o que obriga o governo a formar um arco de alianças e a negociar com políticos de muitos espetros ideológicos e com “parlamentares individuais”, aqueles deputados que são menos subjugados ao partido e mais atraídos por cargos e orçamentos para si”, acrescenta Mayra Goulart, cientista política da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Leia mais em Diário de Notícias

Pode também interessar

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!