Em 2021, o território nacional foi o segundo principal destino de investimento com origem em Angola. Relações comerciais entre os dois países podem vir a crescer à boleia da economia de Luanda.

João Luís Traça, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), acredita que, “com uma economia em crescimento, não faltarão empresas portuguesas interessadas em investir em Angola” e garante: “Não se trata de uma mensagem de esperança, mas antes de uma convicção”. Após anos de dificuldades nas relações comerciais entre as empresas nacionais e o Estado angolano, provocadas pelas dívidas de Angola ao tecido empresarial português, o problema parece fazer parte do passado.
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Em abril, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, confirmava aos jornalistas que “89% das dívidas acumuladas no passado já foram regularizadas”, o que se traduz na liquidação de cerca de 520 milhões de euros dos 585 milhões de dívida certificada.
Ao Dinheiro Vivo, o economista António Nogueira Leite destaca a “boa vontade grande do presidente [João Lourenço]” e o “esforço grande do governo português” como as principais razões que permitiram saldar as dívidas há muito reclamadas pelos empresários portugueses.