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Pesquisas e ciência política afastam reviravolta na corrida à presidência no Brasil

Ninguém se arrisca a afirmar com plena certeza, mas os números das pesquisas e as interpretações dos movimentos a pouco mais de três meses da eleição afastam, ou ao menos reduzem, a possibilidade de o embate deixar de se concentrar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

É justamente o tempo a ser percorrido até o pleito que motiva a cautela, porque levantamentos como o realizado pelo Datafolha no fim de junho indicam tendências do momento em que são feitos, mas, como insiste o clichê, não substituem o resultado das urnas.

Outros prazos reforçam o diagnóstico de que é remota a chance de surgirem novos favoritos, assim como lançam dúvidas sobre as condições de recuperação de Bolsonaro e a capacidade de Lula de administrar sua vantagem.

A comparação com corridas presidenciais anteriores torna a disputa deste ano singular sob muitos ângulos, mas reitera a lembrança de um risco constante: a hipótese do inesperado e até mesmo do excepcional —como a facada sofrida por Bolsonaro em 2018.

“Levando em conta apenas os elementos normais de análise de conjuntura, é difícil imaginar alguma mudança no cenário”, diz a cientista política Carolina de Paula. “Só se considerarmos eventos externos, como facadas e similares”, segue ela, ligada à Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

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