O Presidente da República considerou esta terça-feira que, tendo em conta os indicadores disponíveis, terá de haver um “reajustamento da inflação” prevista para 2022 dos atuais 4% para pelo menos 6%.
Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta mensagem durante um encontro com cerca de 200 presidentes de câmaras municipais no antigo picadeiro real, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, que avisou que enfrentam um período “muito, muito complexo”, de elevada “imprevisibilidade”, sobretudo devido à invasão russa da Ucrânia.
“É verdade que os números conhecidos mostram que há fatores económicos que têm constituído uma almofada positiva na vida nacional: o crescimento abrupto do turismo para um destino considerado mais seguro, como se fosse uma ilha no meio do Atlântico, longe da realidade do continente europeu, o investimento imobiliário que acompanha muito esse turismo, e outro investimento que continua a vir para Portugal”, apontou.
Segundo o chefe de Estado, “isso dá os números de aumento do emprego, isso dá a recuperação de algum salário médio naquelas atividades como o turismo, a restauração, alguns serviços ou setores nos quais há falta de mão de obra”.
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