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Líder das Pussy Riot foge da Rússia disfarçada de entregador por medo de repressão

Maria ​Aliokhina chamou a atenção das autoridades russas —e do mundo— pela primeira vez quando sua banda punk e grupo de arte performática Pussy Riot organizou um protesto contra o presidente Vladimir Putin na catedral Cristo Salvador em Moscou, em 2012.

Por esse ato de rebeldia, foi condenada a dois anos de prisão por “vandalismo”. Ela continuou determinada a lutar contra o sistema repressivo de Putin, mesmo depois de ser presa mais seis vezes, cada uma por 15 dias, sempre sob acusações forjadas com o objetivo de sufocar seu ativismo político.

Mas em abril, quando Putin reprimiu com mais força qualquer crítica à Guerra da Ucrânia, as autoridades anunciaram que sua prisão domiciliar efetiva seria convertida em 21 dias numa colônia penal. Ela decidiu que era hora de deixar a Rússia —pelo menos temporariamente— e se disfarçou de entregador de comida para fugir dos policiais que vigiavam o apartamento de um amigo onde estava hospedada, em Moscou. Ela deixou seu celular para trás como isca e para evitar ser rastreada.

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