Em tempo de guerra na Europa, os portugueses depositam maior confiança na União Europeia (65%) e na NATO (63%) do que nas suas próprias Forças Armadas (57%), de acordo com uma sondagem da Aximage para o DN, JN e TSF. E estão satisfeitos com a atuação do presidente da República (74%) e do primeiro-ministro (73%) em relação ao conflito.
Ainda a guerra não tinha começado e já o Governo português se mostrava alinhado com a União Europeia e a NATO. Iniciada a invasão, essa união entre os diferentes Estados ficou ainda mais fortalecida. Na condenação e na imposição de sanções aos russos, mas também na recusa de envolvimento militar no terreno. E os portugueses estão, por sua vez, alinhados, de forma massiva, com o rumo do Governo: 82% concordam (53% sem sombra de dúvida).
Isso explicará, pelo menos em parte, que avaliem de forma tão positiva, quer Marcelo Rebelo de Sousa, quer António Costa, quando se pergunta pelo seu papel na guerra entre a Rússia e a Ucrânia: três quartos dos inquiridos concordam com o que têm dito e feito e, também em ambos os casos, a maior satisfação percebe-se entre os portugueses com 65 ou mais anos (oito em cada dez aprovam o presidente e o chefe do Governo).
Ameaça global
Numa guerra que se apresenta como uma ameaça global e, em particular, à estabilidade da Europa, os portugueses valorizam a pertença a instituições políticas e militares internacionais. Destaca-se a União Europeia, que tem estado na vanguarda da reação política e económica comum, impondo sucessivas vagas de sanções aos agressores russos. Dois terços dos inquiridos dizem ter grande confiança na UE (65%), uns escassos 9% apontam para uma imagem negativa.
Quase o mesmo resultado no que diz respeito à NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a organização militar que junta os EUA e a maioria dos países europeus: 63% têm grande confiança no seu papel de defesa coletiva, com apenas 9% a darem conta da sua desconfiança.
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