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Conselho de Segurança da ONU votará uma condenação da Rússia

AFP

Os Estados Unidos e a Albânia apresentarão um projeto de resolução ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, buscando condenar a Rússia por suas recentes ações na Ucrânia, disseram fontes diplomáticas esta quarta-feira

Conselho Segurança votará condenação da Rússia. O texto “está quase pronto”, disse à AFP um diplomata europeu que pediu para não ser identificado. “Espero que possamos agir nas próximas horas ou dias”, acrescentou.

O Conselho de Segurança se reunirá nesta quarta-feira para sua segunda reunião de emergência sobre a Ucrânia em três dias.

Outro diplomata, que também pediu anonimato, disse que devemos aproveitar o “momento” na ONU, na qual a grande maioria dos países condenou as ações da Rússia em uma reunião da Assembleia Geral.

O projeto de resolução, ao qual a AFP teve acesso, veria o Conselho de Segurança condenar oficialmente a decisão da Rússia de reconhecer a independência de duas regiões separatistas na Ucrânia.

Também reafirmaria o “compromisso do Conselho com a soberania (e) independência da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”.

A resolução irá primeiro ao Conselho de 15 membros, onde certamente será rejeitada devido ao poder de veto da Rússia.

Se for vetada, poderá ser apresentada à Assembleia Geral da ONU, onde nenhum país tem direito a veto, mas as resoluções não são vinculantes.

Leia mais sobre o assunto em: Carta da ONU “não é um menu ‘à la carte’” e Rússia deve aplicá-la toda

“O objetivo é ter a maioria mais ampla possível”, disse um diplomata europeu.

A estratégia já foi utilizada em 2014 após a anexação da Crimeia pela Rússia. Entre os 15 membros do Conselho de Segurança, Moscou vetou a resolução e a China se absteve.

Na Assembleia Geral, o projeto recebeu 100 votos dos 193 membros que existem, enquanto 11 votaram contra, 58 se abstiveram e os demais não participaram da votação.

Segundo o diplomata europeu, a diferença desta vez é uma “questão de magnitude”, devido ao “maior risco de conflito, uma guerra maior”.

“O pior cenário é o de uma espécie de operação militar da Segunda Guerra Mundial que, é claro, geraria muitas baixas civis”, explicou.

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