Petrobras quer produzir 20.000 milhões de barris de petróleo com tecnologia

Petrobras quer produzir 20.000 milhões de barris de petróleo com tecnologia

A brasileira Petrobras aspira produzir até 2030 cerca de 20.000 milhões de barris de petróleo equivalentes, com tecnologias que permitam melhorar o desempenho dos seus campos, entre as quais inteligência artificial (IA), informou hoje a petrolífera estatal

O objetivo é incrementar o fator de recuperação nos reservatórios onde atua no pré-sal, horizonte com gigantescas reservas de petróleo que o Brasil detém em águas muito profundas do Oceano Atlântico, localizadas abaixo de uma camada de sal de dois quilómetros de espessura, que pode converter o país num dos maiores exportadores de hidrocarbonetos do mundo.

Até ao momento, em quase sete décadas de operação, a Petrobras produziu cerca de 23.000 milhões de petróleo equivalente (padrão de medida equivalente à energia libertada pela queima de um barril de petróleo bruto).

Denominado RES20, o programa da petrolífera estatal procura que esses reservatórios do pré-sal estejam melhor definidos e detalhados com o auxílio da inteligência artificial e aplicação de um “profundo conhecimento” técnico, explicou a empresa em comunicado.

“Os ativos de excelente qualidade do pré-sal e a oportunidade de desenvolvimento tecnológico, com a aplicação de sísmica de alta resolução, representam alavancas para atingirmos esse objetivo”, disse o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges, citado na nota.

Segundo a companhia, a inovação é a “chave” para atingir os objetivos do programa e por isso, entre os projetos de transformação digital que o apoiam, destaca-se a utilização da ciência de dados para facilitar a procura de oportunidades de desenvolvimento de projetos, assim como a inteligência artificial utilizada na aceleração de processos.

Juntam-se ainda o processamento em “nuvem”, utilizado para melhorar os modelos digitais de reservatórios digitais, e o uso da “realidade aumentada”, que permitirá uma melhor visualização das redes de drenagem dessas reservas.

As tecnologias inovadoras também estão presentes na gestão da produção do pré-sal e pós-sal (reservas de petróleo também subaquáticas, mas acima da camada de sal), nos métodos de bombeamento de petróleo com maior potência e na aplicação de sistemas avançados de recuperação.

Segundo a empresa, a ideia é aumentar o fator de recuperação desses campos com eficiência de custos e maximizando o valor dos ativos da estatal petrolífera.

Em 2020, 68,61% da produção brasileira de hidrocarbonetos era proveniente do pré-sal, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP, órgão regulador)

Em 2010, quando o pré-sal apenas começava a ser explorado comercialmente, a produção brasileira nesse horizonte equivalia a 1,53% do total.

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