Olaf Scholz diz que Europa dá à China “competição económica justa”

Olaf Scholz diz que Europa dá à China “competição económica justa”

Olaf Scholz, o novo chanceler alemão que substitui Angela Merkel no cargo, fez ontem o seu primeiro discurso no parlamento e disse que a Alemanha e a Europa oferecem a Pequim uma “competição económica justa em benefício de ambas as partes” e “com as mesmas regras do jogo para todos”, bem como em desafios globais como a crise climática e a pandemia, sem que isso implique ignorar a situação dos direitos humanos na China.

Sobre a ascensão da China como potência tecnológica e militar, Scholz destacou que a UE deve orientar a sua política com base nessa realidade.

Por outro lado, Scholz expressou “grande preocupação” com o conflito na fronteira russo-ucraniana, garantindo que a Alemanha está pronta para um “diálogo construtivo” com Moscovo, algo que não deve ser mal interpretado como uma nova ‘Ostpolitik’ alemã”.

“Uma ‘Ostpolitik’ numa Europa unida só pode ser uma ‘Ostpolitik’ europeia”, sustentou.,
Naquela que foi a sua primeira declaração no Bundestang, antes de se estrear nas reuniões do Conselho Europeu, que começam esta quinta-feira, Scholz garantiu que trabalhará pela União Europeia (UE), relações inter-atlânticas e progresso. O futuro e o bem-estar europeu “é uma questão nacional” e “a coesão e a soberania são as tarefas da Europa”, afirmou o chanceler antes da sessão plenária do Bundestag (Câmara Baixa).
Scholz defende que, pela sua história e também como principal economia do centro do continente europeu, a Alemanha tem a responsabilidade de não ficar à margem do processo.

Pelo contrário, prosseguiu, tem de “construir pontes” nos moldes dos seus antecessores.
“Para se fazer ouvir e não se tornar um mero brinquedo para potências estrangeiras, a UE tem de estar unida”, sustentou.

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