Vacina para crianças dos 5 aos 11 anos será autorizada -

Vacina para crianças dos 5 aos 11 anos será autorizada

Devem as crianças ser ou não vacinadas contra a covid-19? A Agência Europeia de Medicamentos (EMA – sigla inglesa) prepara-se para anunciar a sua decisão depois de ter analisado os resultados de um ensaio clínico internacional realizado na faixa etária pediátrica, envolvendo mais de 1500 crianças, que demonstrou haver segurança e eficácia na sua administração. Ao que o DN apurou junto de especialistas na área das vacinas, neste momento, “é seguríssimo que vai avançar para esta decisão”. Ou seja, no sentido de autorizar e de recomendar a vacinação dos mais novos aos 27 Estados membro.

A decisão deve ser anunciada ainda hoje, resta saber quais serão os detalhes, mas deve estar fundamentada com a necessidade de manter o combate à pandemia, numa fase em que os alertas em relação à pandemia na Europa são mais que muitos, pela cobertura vacinal em alguns países ser muito baixa. Isto está num relatório divulgado esta semana pelo Centro de Controlo de Doenças Europeu (ECDC) pela Organização Mundial de Saúde para a Europa, pela própria presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e até individualmente pelos líderes políticos de alguns países, nomeadamente da Alemanha e da Áustria.

Ontem mesmo, não em relação às crianças, mas em relação à faixa acima dos 40 anos, Ursula von der Leyen, veio defender o reforço com a terceira dose para os maiores de 40 anos, fundamentando que tal terá eficácia no travão a colocar na pandemia. Em relação às crianças, recorde-se que os EUA, através da autoridade para o medicamento, FDA, aprovou recentemente a vacinação para crianças e que o processo já está em curso.

Em Portugal, e como já foi explicado, a Comissão Técnica de Vacinação (CTV), da Direção-Geral da Saúde, vai aguardar pela decisão da Agência Europeia do Medicamento para emitir um parecer. Como foi explicado ao DN, “há um comité de pediatras a avaliar a situação e o que estes decidirem será transmitido à CTV”, que analisará este parecer juntamente com a decisão da EMA para formular o seu próprio parecer.

No caso de ser aceite a decisão da EMA, sendo que esta deve ir no sentido de vacinar, o parecer da CTV deverá ainda ser analisado pela Comissão Técnica de Saúde, para se pronunciar sobre como e quando deverá decorrer o processo de vacinação dos mais novos. Os dois pareceres serão enviados à DGS que, como autoridade nacional de saúde, terá de tomar a decisão e de dar orientações.

Mas, e de acordo com o que explicou ao DN um especialista na área das vacinas, depois da decisão da EMA há várias questões que têm de ser analisadas pelas comissões nacionais de cada país, referindo que, por exemplo, para as crianças com comorbilidades a vacinação trará benefícios e se for aprovada deverá ser feita. No entanto, em relação à proteção das restantes deverá ser tido em conta, pelo menos, uma questão de priorização, nomeadamente se há ou não capacidade dos serviços para avançar com a vacinação das crianças sem prejudicar a administração da dose de reforço nos grupos de risco mais vulneráveis.

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