OEA defende democracia e comércio como motores para as Américas

OEA defende democracia e comércio como motores para as Américas

A América Latina precisa fortalecer a democracia, desenvolver a cooperação comercial e adotar novos instrumentos para enfrentar a crise causada pela pandemia, segundo o fórum do setor privado das Américas, anterior à Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA)

A recuperação econômica só será possível em um contexto de “plena vigência de direitos e liberdades”, com governos de vocação democrática, com segurança jurídica, econômica e social, declarou Luis Almagro, secretário-geral da OEA, nesta terça-feira (9) durante o fórum virtual.

A região, com um mercado de cerca de 650 milhões de habitantes, tem um poderoso incentivo para se recuperar da pandemia e da crise climática e “condições para seguir em frente”, disse Mauricio Claver-Carone, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com as previsões do FMI, a América Latina crescerá 6,3% em 2021, apesar da alta inflação prevista e as desigualdades regionais na vacinação contra o covid-19.

“Não podemos perder uma década de oportunidades”, insistiu Claver-Carone, para quem o desenvolvimento dos negócios envolve “democracia, independência de poderes” e cooperação.

E relações comerciais mais fortes, destacou Almagro. “Precisamos de mais comércio. Continuamos sendo a região (…) com o menor comércio inter-regional”, apontou. Para isso, o secretário-geral da OEA defende novos instrumentos.

A Guatemala, país sede da Assembleia Geral, aposta em adotar a Carta Empresarial Interamericana, cujo projeto de resolução está incluso na agenda.

Esta carta, promovida pela Colômbia, pode “constituir uma ferramenta muito importante para a aceleração da recuperação e reativação econômica” diante da crise derivada da pandemia, destacou o ministro das Relações Exteriores da Guatemala, Pedro Brolo.

Vivemos em um mundo em que “as empresas se tornaram as fontes do futuro”, disse Eduardo Eurnekian, presidente do setor privado das Américas, ressaltando que o setor privado gera quase 80% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Por isso, assegura, “um papel dos empresários é contribuir para a agenda política e, principalmente, atuar no campo da geopolítica”.

A assembleia geral da OEA, que será realizada virtualmente de quarta a sexta-feira sob o lema “Por uma América renovada”, definirá as políticas da organização.

Related posts
BrasilPolítica

EUA confiam plenamente que o Brasil terá eleições 'livres e justas'

ChinaEconomia

Guiné-Bissau conta com a China

MundoPolítica

Biden convida 110 países para cimeira virtual sobre a democracia

ChinaMundo

Biden forçado a esclarecer posição ambígua sobre Taiwan

Assine nossa Newsletter