Os países vizinhos do Afeganistão insistiram ontem, numa conferência realizada em Teerão, na necessidade de Cabul formar um governo inclusivo para que haja estabilidade na região
A conferência visou analisar a situação no Afeganistão após os talibãs terem tomado o poder no país, em meados de agosto, e contou com a presença física dos chefes da diplomacia do Paquistão, Tajiquistão, Uzbequistão e Turquemenistão, e, através de videoconferência, dos da China e da Rússia e do secretário-geral da ONU.
“Apoiamos a formação de um Governo inclusivo no Afeganistão”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Amir Abdollahian, sublinhando que o futuro executivo afegão deve incluir os diferentes grupos étnicos do país “para evitar mais violência” e garantir a estabilidade na região.
Por seu lado, o chede da diplomacia paquistanesa, Shah Mehmood Qureshi, sublinhou que o Governo de Cabul terá de representar “todos os afegãos”, enquanto o homólogo russo, Serguei Lavrov, realçou que Moscovo apoiará um executivo com essas características, lembrando, porém, que é algo que não pode ser imposto a partir de fora do país.
Uns após outros, os chefes da diplomacia presentes insistiram na criação de um “mecanismo político inclusivo” para resolver as divergências no Afeganistão, após 20 anos de guerra e da retirada militar dos Estados Unidos.
Em setembro, os talibãs nomearam um Governo interino liderado pelo ‘mullah’ Mohammad Hassan Akhund, executivo mais tarde alargado, mas que não conta com mulheres.
Hoje, na conferência, o diplomata iraniano também alertou para a obrigação de a comunidade internacional distribuir ajuda para evitar uma crise humanitária.
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