As empresas de segurança têm seis meses para trocar as armas de guerra por armas de defesa permitidas por lei desde 2014, informou hoje o porta-voz da Polícia Nacional.
Orlando Bernardo, que apresentou a situação de segurança pública em Agosto e Setembro, afirmou que as empresas de segurança privada estão proibidas a partir de agora de transferir armas de uma província para outra.
“Já não podem transferir armas de Luanda, por exemplo, se abriu um posto em Benguela. Nenhuma arma de guerra é transferida de um sítio para outro. Depois de algum tempo essas armas vão começar a ser recolhidas também”, informou Orlando Bernardo.
Segundo o porta-voz da polícia, o objectivo é controlar se é verdade “de facto o que se diz, que as armas que vão para o crime, saem das empresas de segurança”.
Muitas das armas em posse das empresas de segurança, acrescentou Orlando Bernardo, são de má qualidade e “são as que, normalmente, aparecem nos crimes”.
De acordo com Orlando Bernardo existem no país entre quatro e cinco empresas de segurança excelentes, “mas há depois aquelas que protegem a loja” de cidadãos oeste-africanos, proprietários de pequenos estabelecimentos comerciais em Angola, e “essas são um problema terrível”.
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