“Apesar de se realizarem muitos eventos e concertos, e do aumento de turistas, o consumo de água pelos residentes diminuiu, e as pequenas e médias empresas ainda não recuperaram para os níveis pré-pandemia”, afirmou Nacky Kuan, à margem de um Almoço de Ano Novo Lunar com órgãos de comunicação social.
Para 2026, a gestora prevê um crescimento de cerca de 3% no consumo de água, motivado pela conclusão de novos projetos habitacionais e hoteleiros. “Prevemos um aumento anual de três por cento no consumo de água, porque os habitantes da Zona A dos Novos Aterros Urbanos e do lote P na Areia Preta vão mudar-se para as habitações, e alguns projetos hoteleiros nas ilhas vão entrar em funcionamento”, explicou.
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A diretora destacou ainda o balanço positivo da utilização de água reciclada, fornecida desde 1 de março a habitações públicas em Seac Pai Van e à Universidade de Macau. “Atualmente, a média diária de fornecimento deste tipo de água é de 1,5 mil metros cúbicos. É não potável, mas pode ser utilizada em autoclismos e na rega de espaços verdes”, indicou Nacky Kuan.
Em termos de obras, a empresa concluiu no ano passado a ampliação da Barragem de Seac Pai Van, a instalação da rede de abastecimento de água e condutas subterrâneas na Zona A, e iniciou este ano a segunda fase da ampliação da Estação Elevatória de Pinggang, em Zhuhai.
Além disso, a Macao Water reforçou a cooperação inter-regional, aderindo à Aliança do Sector de Conservação de Água da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau e participando como membro da comissão organizadora num simpósio da Associação Internacional da Água, promovendo a inovação na conservação de água.