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Comércio entre China e Angola recupera 24% no 1.º semestre após forte quebra em 2020

As trocas comerciais entre Angola e China aumentaram 23,9% no primeiro semestre de 2021, para 10.550 milhões de dólares (8.985 milhões de euros), face ao período homólogo, anunciou o embaixador chinês em Angola, Gong Tao.

A aceleração acontece após uma quebra de 37% nas trocas comerciais entre o país africano e o país asiático em 2020, refletindo o efeito da pandemia de covid-19

Segundo Gong Tao, nos primeiros seis meses do ano a China exportou para Angola 1.030 milhões de dólares (877 milhões de euros) e importou um valor nove vezes superior, de 9.500 milhões de dólares (8.090 milhões de euros).

Respondendo aos jornalistas numa conferência de imprensa em Luanda, o diplomata chinês adiantou que as empresas do seu país sobreviveram às dificuldades e mantêm o interesse em investir em Angola, dando como exemplo duas fábricas recentes construídas em Angola, de produção de azulejos e de contadores de energia e água

“Sabemos que, tal como as outras, (as empresas) enfrentaram dificuldades em manter o funcionamento e a cooperação por causa dos desafios da covid-19, mas mesmo assim grande parte delas conseguiram sobreviver e está a vir mais investimento chinês”, destacou o responsável

As empresas chinesas já empregam mais de 10 mil trabalhadores locais e foi recentemente disponibilizado um pacote com 114 vagas para estágios, disse.

O embaixador desvalorizou denúncias e queixas de trabalhadores face às entidades patronais chinesas, indicando não ter conhecimento e sublinhando o apoio que tem sido dado pelas empresas no combate à covid-19.

“Nós apoiamos uma maior responsabilidade social das empresas”, salientou

Gong Tao assinalou também o interesse manifestado por investidores chineses no programa de privatizações, demonstrado recentemente num ‘roadshow’ sobre o tema, promovido pelas autoridades angolanas, e onde participaram cerca de 200 empresários asiáticos.

O diplomata acrescentou que esta é também a vontade do governo chinês, que “vai continuar a encorajar as empresas chinesas para investir mais no mercado angolano e participar no processo de diversificação económica e industrialização da economia angolana”.

Gong Tao adiantou que, em 2020, o volume de investimento chinês em Angola atingiu os 100 milhões de dólares, em áreas como o petróleo, agricultura, pescas, indústria, comercio, construção e imobiliário.

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