Talibãs avançam em tempo recorde mas EUA não travam a retirada - Plataforma Media

Talibãs avançam em tempo recorde mas EUA não travam a retirada

Caíram 11 capitais provinciais numa semana. Biden diz que é tempo de os afegãos lutarem por si. Trump critica-o e alega que o seu plano incluia garantias de segurança.

Zaranj foi a primeira das 34 capitais provinciais do Afeganistão a cair nas mãos dos talibãs. Foi há uma semana. Seguiram-se, quase como dominós e à medida que se aproxima o fim da retirada das tropas dos EUA do país, Sheberghan, Sar-e-Pul, Kunduz, Taluqan… Ontem de manhã caiu Ghazni, a décima capital, que fica a apenas 150 quilómetros de Cabul, e a meio da tarde, Herat, a 11.ª, que é também a terceira maior cidade do país, havendo mais uma dezena de capitais sob ameaça. Para tentar conter a situação, o governo afegão terá proposto um acordo de partilha de poder em troca do fim dos combates. EUA temem que os talibãs possam assumir o controlo de Cabul já em setembro e de todo o Afeganistão em poucos meses.

A 13 de abril, o presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou que previa completar a saída das tropas até ao 20.º aniversário dos atentados do 11 de Setembro. A retirada final começou a 1 de maio e já está quase concluída, apesar de oficialmente ainda durar até 31 de agosto. Há quatro meses, os talibãs controlavam menos de 20% do país e a partir de maio começaram a avançar aos poucos, controlando agora já mais de 57% do território – incluindo 233 dos 407 distritos e seis províncias, segundo o projeto The Long War Journal, da Fundação para a Defesa das Democracias. Isto apesar de não terem Força Aérea e de as forças afegãs, treinadas pelos EUA, serem mais numerosas.

Leia mais em Diário de Notícias

Assine nossa Newsletter