'Tinha patrão, hoje tenho cliente': as diferenças de ser doméstica no Brasil e nos EUA - Plataforma Media

‘Tinha patrão, hoje tenho cliente’: as diferenças de ser doméstica no Brasil e nos EUA

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, o Brasil é o segundo maior empregador doméstico do mundo, atrás apenas da China.

“Patrão vem como uma autoridade, como ‘você faz aquilo que eu estou falando’, não é como uma igualdade. Eu senti isso na pele e minha mãe também sentiu isso muito forte. Cliente é diferente. O cliente te respeita, te olha nos olhos, te valoriza, reconhece o seu esforço e o seu trabalho. E ele te paga por isso e paga bem.”

Para Paula Costa, de 53 anos e faxineira em Boston há mais de 20, a diferença entre ter “patrões” e ter “clientes” é um dos pontos fundamentais que distinguem a experiência de ser uma trabalhadora doméstica no Brasil e nos Estados Unidos.

Ela conhece essa diferença na própria trajetória. Filha de doméstica, começou na profissão aos 9 anos, sem receber nada por isso, como uma dessas meninas que são “pegas para criar” por famílias mais ricas, ganhando moradia em troca de trabalho, que conciliava com a escola.

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