Despedimento coletivo na TAP abrange pilotos e tripulantes - Plataforma Media

Despedimento coletivo na TAP abrange pilotos e tripulantes

Em dezembro, o plano de reestruturação apontava para 2000 despedimentos. Despedimento coletivo inclui agora 124 pessoas.

A TAP vai avançar com um despedimento coletivo de 124 trabalhadores de várias áreas. O processo deve estar concluído, indica a companhia, até ao final deste ano.

O plano de reestruturação da TAP, enviado para Bruxelas em dezembro passado e que ainda não foi aprovado, previa a saída de perto de dois mil funcionários do grupo. No início deste ano, trabalhadores, empresa e governo conseguiram alcançar acordos de emergência, que permitiram nomeadamente a implementação de cortes salariais e medidas voluntárias – como rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, trabalho a tempo parcial. A conjugação destas medidas evitou que tivessem de ser despedidos centenas de trabalhadores. Mas ainda assim, a companhia aérea considera ter um excedente de mais de uma centena de trabalhadores e avançou para o despedimento coletivo, “uma hipótese desde o início”, como disse Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, em junho.

No comunicado enviado ao regulador do mercado de capitais, a TAP indica que após os acordos de emergência e as medidas voluntárias “a meta inicial de redimensionamento do Plano de Reestruturação pôde ser ajustada em baixa e permitiu que o número de trabalhadores elegível para medidas unilaterais fosse reduzido para 124 trabalhadores”. E detalha: terão de sair 35 pilotos por comparação com o número inicial de 458; 28 tripulantes de cabina por comparação com o número inicial de 747; 38 trabalhadores da área de manutenção e engenharia em Portugal por comparação com o número inicial de 450; e 23 trabalhadores na sede da TAP por comparação com o número inicial de 300.

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