Brasil e China estão a discutir um reforço na cooperação bilateral em áreas como a inteligência artificial e cidades inteligentes, com pedidos de financiamento adicional para novos projetos.
As áreas de interesse mútuo para potencial cooperação foram discutidas durante uma reunião virtual entre o ministro brasileiro da ciência, tecnologia e inovação, Marcos Pontes, e o ministro da ciência e tecnologia da China, Wang Zhigang, a 17 de junho.
Outras áreas de foco são tecnologias espaciais e saúde, incluindo desenvolvimento de vacinas e sequenciamento genómico, além do intercâmbio de cientistas e pesquisadores, de acordo com a Brazil Tech.
“Temos uma cooperação intensa, produtiva e de longa data com a China”, disse Pontes. Durante o encontro, o ministro brasileiro sugeriu a possibilidade de uma cooperação renovada em temas como produção de alimentos, acesso à água, mudanças climáticas, energias renováveis e geração de empregos, que serão afetados pelos avanços tecnológicos.
A reunião da subcomissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Comissão Sino-Brasileira de Cooperação de Alto Nível está prevista para setembro deste ano.
Wang Zhigang disse que o encontro é “um ponto de partida” para fortalecer a cooperação entre os dois países em assuntos de ciência e tecnologia.
O ministro chinês concordou com as propostas de áreas de interesse comum do Brasil, mas destacou a necessidade de estabelecer mecanismos de financiamento para colocar em prática as ações conjuntas.
“É preciso manter as parcerias estabelecidas nos últimos anos e procurar novos tipos de cooperação. Devemos olhar para o passado e pensar no futuro ”, observou Wang.
Em audiência pública no Congresso brasileiro no início de abril, o ministro Pontes disse que o atual orçamento do departamento é insuficiente para a manutenção básica dos 28 organismos de pesquisa vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.