Apenas seis de 17 grandes empresas públicas aumentaram a dívida em 2020 - Plataforma Media

Apenas seis de 17 grandes empresas públicas aumentaram a dívida em 2020

Conta Geral do Estado mostra vários impactos da pandemia em 2020. Impostos dados como perdidos dispararam mais de mil milhões de euros. Reserva para pagar pensões encolhe.

Apenas seis das 17 grandes empresas classificadas no perímetro do Estado aumentaram dívida no ano da pandemia, revela o Ministério das Finanças na Conta Geral do Estado relativa a 2020 (CGE2020).

O Estado português viu o seu endividamento subir em cerca de 17,3 mil milhões de euros em 2020 (face a 2019), terminando o ano passado com uma dívida global superior a 268 mil milhões de euros, enumera o ministério de João Leão no documento entregue no parlamento da reta final de quarta-feira. A esmagadora maioria deste agravamento foi por causa da pandemia – o Estado precisou de verbas para a Saúde e apoios sociais e às empresas.

Mas o universo do chamado setor empresarial do Estado (SEE) parece destoar. Como referido, apenas seis das 17 maiores empresas aumentaram a sua dívida. São elas Metro do Porto, Comboios de Portugal (CP), Parque Escolar, Transtejo, Sociedade Transportes Coletivos do Porto (STCP) e Navegação Aérea de Portugal (NAV Portugal).

Os números finais podem divergir, pois ainda não incluem a TAP. Em todo o caso, a CGE2020 já regista o aumento de capital do Estado na empresa, que superou os 1,2 mil milhões de euros, só no ano passado.
Em termos globais, os dois grandes grupos de empresas listadas no setor empresarial do Estado até conseguiram reduzir a dívida.

O endividamento das empresas reclassificadas (que, formalmente, já consolidam diretamente na dívida pública) caiu cerca de 3% em 2020, para um total de 17,2 mil milhões de euros. É neste grupo que estão pesos pesados do endividamento nacional como Infraestruturas de Portugal, Metro do Porto, Metro de Lisboa, CP, Parpública (que detém participações noutras empresas que não estão nesta lista), Parque Escolar, etc.

O segundo grupo é composto pelas chamadas entidades públicas não reclassificadas. Aqui estão Águas de Portugal, STCP, Porto de Lisboa, NAV Portugal, entre outras. Neste grupo, a dívida subiu marginalmente cerca de 0,4%, para 2,3 mil milhões de euros.

Tudo somado, tem-se uma redução de 2,7%. O fardo de endividamento destas empresas todas no final de 2020 ainda é significativo, mesmo assim: ascende a 19,5 mil milhões de euros, segundo as Finanças.

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